Instituição milenar, a Igreja Católica foi construída ao longo dos anos por personagens fascinantes, homens e mulheres que dotados de fé procuraram repassar a palavra do Senhor e melhorar a vida das pessoas.

cath_laboure_001Uma dessas pessoas fascinantes é Catherine Labouré. Nascida em 1806 na cidade francesa de Fain-lès Moutieres, Labouré, uma jovem mística e muito devota, sentiu o chamado para servir a Deus quando morava na sua pequena cidade natal, em 1829. Um ano depois, em Paris, ela acordou ouvindo a voz de uma criança a chamando para a Igreja. Quando chegou no recinto, ela testemunhou um aparição de Maria, que disse a ela que Deus tinha uma missão e que os tempos eram negros na França e no mundo.

Antes mesmo de presenciar essa aparição, Labouré também disse ter presenciado uma aparição do padre francês São Vicente de Paulo, que dedicou sua vida a ajudar os pobres e que dava nome à clínica de cuidados médicos que ela trabalhava e às festividades que marcaram as duas aparições, tanto da Virgem Maria como de São Vicente.

Em 1830, no mesmo ano que ela presenciou a aparição da Virgem Maria e recebeu sua missão, a freira francesa dá início à primeira Associação Mariana, tendo como foco ser uma “Irmandade de Filhos e Filhas de Maria Imaculada”. Hoje é conhecida como Juventude Mariana Vicentina e existe no mundo inteiro, inclusive no Brasil.

Em outra aparição que presenciou da Virgem Maria, ela também recebeu a inspiração para criar a Medalha Milagrosa, um item muito especial para os católicos até os dias de hoje. A medalha, entre outras simbologias, tem a frase “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós”.

Labouré trabalhou na organização e cuidou de pessoas, especialmente idosos na clínica de Paris até sua morte, em 1876, quando tinha 70 anos de idade. Catherine Labouré recebeu a beatificação em 1933, no papado de Pio XI e 14 anos depois, em 1947, foi canonizada pelo papa Pio XII.